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Entrevista Exclusiva com Riano Valente - Presidente da Cia. Docas de Santana

26/03/2012- Assessoria de Imprensa
Leia a seguir a entrevista exclusiva concedida pelo presidente da Cia. Docas de Santana, Riano Valente. Ele será um dos palestrantes do Fórum Portos Brasil 2012, que a IBC vai promover no Rio de Janeiro, entre os dias 14 e 16 de maio.

INFORMA: Sua apresentação mostrará o caso de sucesso do Complexo Hidroviário do Amazonas. Como é possível avaliar os benefícios do projeto no escoamento de cargas?

RIANO VALENTE: Nós observamos que a movimentação de cargas pelos portos da Região Norte pode ser visto sobre vários ângulos temáticos.

Geográfico: Os portos do Pará e Amapá são os portos públicos mais próximos dos grandes centros consumidores de commodities primários. O porto de Santana no Amapá tem localização privilegiada em relação a Europa, Platô da Guianas, Caribe e Ásia via Canal do Panamá.  Tal proximidade desses centros implica diretamente na redução do custo do frete e seguro.

Econômico: A localização do Porto de Santana dentro de uma área de livre comércio, Zona Franca Verde e zona de processamento de exportação permite que o operador portuário e as indústrias instaladas em Macapá e Santana tenham incentivos fiscais nos tributos federais e estaduais, que aliados à redução dos custos de frete e seguro, tornam os produtos exportados pelo Porto de Santana muito mais competitivos ao mercado global.

Logísticos: Com a menor distância entre a produção, distribuição e exportação via porto, há um menor tempo de deslocamento, menor espera entre esses pontos e no porto, que refletem diretamente nos custos da logística e tornam o produto brasileiro altamente competitivo. Por exemplo: do carregamento dos grãos dos caminhões no Matogrosso até o navio carregado barra a fora no Amapá, o tempo máximo de operação será de 15 dias.

Social: Quando se desloca uma quantidade mínima de carga dos portos do centro sul do pais para a Região Norte  há um deslocamento de riquezas, pois as empresas precisam se instalar nessa região e com isso há criação de empregos diretos e indiretos e aumento da renda, diminuindo assim a desigualdade social. Por tudo isso, eu diria que seria um instrumento de integração nacional com distribuição de riquezas entre as regiões do Brasil. Os portos da Região Norte como instrumento de integração nacional.

A operação de cargas oriundas do Matogrosso para o Amapá importa numa economia aproximada de U$ 30.00 por tonelada.

INFORMA: Que aspectos precisam de atenção mais urgente do poder público para melhorar o transporte hidroviário na região Norte do país?

RIANO VALENTE: Hoje é notório que se destinam mais investimentos para rodovias que para hidrovias, e nesse particular a Região Norte possui mais de 40% das vias navegáveis do Brasil e precisamos olhar os portos do arco norte (Manaus, Itacoatiara, Juruti, Oriximina, Santarém, Itaituba, Vila do Conde, Outeiro, Santana e Itaqui) como uma forma de reduzir o custo Brasil e de integração nacional. No caso em especial necessita-se investir para operar a hidrovia Teles Pires/Tapajós/ Amazonas para reduzir o custo logístico em até 70%, pois os produtos do Matogrosso já viriam pela hidrovia desde o Matogrosso, com movimentação mínima por rodovias.

AGENDA:
13ª. Edição Fórum Anual Portos Brasil
Data: 14 a 16 de maio de 2012.
Local: Windsor Barra Hotel, Rio de Janeiro, RJ
Organização: IBC, empresa do Informa Group
Informações: 11-3017-6808 ou imprensa@informagroup.com.br
www.informagroup.com.br/portos

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