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O segundo momento do RH estratégico chega às empresas

29/02/2012 - Valor Econômico
O segundo momento do RH estratégico chega às empresas

O segundo momento do RH estratégico chega às empresas

Por Adriana Fonseca | De São Paulo

O desafio de reter talentos, planejar sucessões e entender a fundo as prioridades de gestão de pessoas em cada área de negócio da empresa coloca o consultor interno de recursos humanos em destaque no mercado. Também chamado de ´HR business partner´, esse profissional ganha espaço nas grandes corporações com o crescimento da importância do RH estratégico, pois ajuda as companhias a atingir metas e apresentar resultados através da boa gestão das equipes.

"Ter um ´parceiro de negócios´ oriundo da área de recurso humanos voltado para cada divisão interna tem sido um modelo adotado por um número cada vez maior de grandes empresas", afirma Mário Custódio, especialista em recrutamento da Robert Half. "Antes, um único consultor atendia às mais diferentes demandas de uma organização. Agora, está ficando mais comum esse profissional responder apenas por uma unidade específica ou outras relacionadas."

Com a forte procura, principalmente no último ano, aumentaram os salários de quem ocupa a função. Segundo a consultoria de recrutamento Robert Walters, um ´HR business partner´ com experiência de 4 a 8 anos ganhava até R$ 135 mil por ano em 2010. No ano passado, a remuneração desse subiu chegou a R$ 150 mil, elevação de 11%.

Também é possível observar o incremento salarial nos cargos ocupados por profissionais mais experientes. Quem tem entre 9 e 12 anos de mercado viu a remuneração subir até 9,5% no último ano, dentro de uma faixa salarial que vai de R$ 115 mil a R$ 180 mil anuais. Aqueles com mais de 12 anos de experiência, por sua vez, alcançaram aumento de até 9% e hoje ganham entre R$ 180 mil e R$ 250 mil por ano.

"O mercado de recursos humanos está em ebulição e há uma grande demanda por profissionais com perfil voltado ao negócio", diz Ana Paula Ramos, headhunter da Robert Walters.

Ao contrário de outros executivos que atuam em RH, o consultor interno trabalha de forma mais generalista. Não é especializado, portanto, em um único assunto e seu foco é a área de negócio em que está inserido - como finanças, vendas, marketing entre outras. Ali, tem como missão entender as demandas de gestão de pessoas daquela divisão e fazer a ponte com o departamento de RH, solicitando treinamentos específicos, remunerações, benefícios, planos de carreira. "O consultor interno de RH identifica as necessidades da área, propõe soluções e antecipa os problemas", afirma Ana Paula.

Na Monsanto, 26 profissionais atuam como consultores internos de RH. André Franco, diretor de recursos humanos da multinacional, diz que esses profissionais são divididos por áreas afins. "Não há uma definição matemática, mas o que determina se um ´business partner´ vai atender apenas uma área funcional ou um grupo de áreas correlatas é o número de gestores e as necessidades dessas unidades", explica.

Segundo Franco, a responsabilidade central do ´business partner´ na Monsanto é trabalhar com o gestor da área no desenvolvimento de talentos, inclusive no do próprio líder, para garantir um plano de sucessão robusto. "Ele vai definir quais são os treinamentos comportamentais mais adequados para os profissionais daquele setor, por exemplo", diz Franco. Depois, a responsabilidade secundária do consultor interno é fazer a interligação com as áreas especialistas de recursos humanos.

Desde 2004 na Monsanto, a ´HR business partner´ Ingrid Ferreira começou sua carreira como headhunter, mas sempre quis trabalhar de forma mais generalista. "Na área de recrutamento eu não acompanhava o profissional depois que ele conseguia a vaga. Hoje, consigo me aprofundar mais no desenvolvimento dos talentos", diz, explicando porque decidiu mudar os rumos de sua carreira.

A fabricante de equipamentos agrícolas John Deere também passou a adotar os consultores internos de recursos humanos em sua estrutura há cerca de cinco anos. "O objetivo é que o RH faça parte do negócio. Nesse processo, cada pessoa é um elemento-chave", diz Renee Mailhot, diretora de recursos humanos da organização para a América do Sul. "Quando o RH assume essa posição de parceria com as mais diferentes áreas, ele se torna muito mais estratégico e capaz de adicionar valor ao negócio."

De forma geral, cada departamento na John Deere conta com um consultor interno de RH ou, pelo menos, é apoiado por um profissional de outra área. Na América do Sul, são dez ´HR business partners´, segundo Renee.

Assim como na Monsanto, os consultores da John Deere se reportam ao gestor de recursos humanos. Para atuar na função, a empresa espera que o profissional seja flexível, tenha foco no cliente - no caso, a área em que estiver inserido -, seja comunicativo, tenha visão do negócio e conhecimento das outras áreas de recursos humanos. Justamente por esse último atributo, normalmente os consultores internos são profissionais originários do departamento de RH.

Carmen Frank, ´HR business partner´ na John Deere, começou sua carreira há 12 anos como assistente e foi galgando posições sempre em áreas especializadas no departamento de recursos humanos como treinamento, cargos e salários e benefícios. Na John Deere desde 2000, há quatro anos ela decidiu mudar o foco da carreira e assumiu o posto de consultora interna. "A função de ´business partner´ sempre me chamou atenção por ter mais visibilidade e potencial de crescimento, uma vez que atua com áreas estratégicas da empresa", diz Carmen.

"As passagens que tive anteriormente em algumas áreas específicas da profissão me ajudaram muito no trabalho que faço hoje. Conheço as ferramentas disponíveis a fundo e sei para qual caminho direcionar as demandas da área em que atuo", diz a profissional, que concentra seu trabalho em operações, engenharia de manufatura, suprimentos e logística.

Limitar o foco de atuação do ´HR business partner´ a uma área ou unidades relacionadas permite ao profissional conhecer em detalhes o departamento em que está inserido. "Essa bagagem permite ao consultor atuar de forma proativa, antecipando e atendendo às necessidades do setor pelo qual é responsável e aumentando sua competitividade e produtividade", diz Adriana Roman Muniz, gerente de RH para produtos de performance, químicos e plásticos para a América do Sul da Basf.

Adriana reforça que ter um RH parceiro do negócio contribui para que as lideranças das áreas mantenham os colaboradores mais satisfeitos e engajados. "Esse modelo proporciona uma atuação mais eficiente da área de recursos humanos junto à empresa. Ele facilita o desenvolvimento de ferramentas de acordo com o que realmente é necessário e orienta quais são as ações mais eficazes para aquela companhia", afirma.

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